Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013
Publicada em 12/02/2013

Educação

Estudantes indígenas começam ano letivo em 11 novas escolas

As novas escolas têm salas de aula, biblioteca, laboratório de informática, salas administrativas

Alunos das comunidades indígenas vão começar o ano letivo em escolas novas. O Governo do Paraná concluiu 11 novas unidades, em 2012 e no começo deste ano, e duas estão licitadas, com previsão de entrega até dezembro. A construção das 13 unidades totaliza investimento de R$ 18,9 milhões. 

“Trabalhamos para garantir a qualidade do ensino e a alfabetização das crianças e de adultos indígenas que, com a escola, têm a perspectiva de um futuro com mais oportunidades”, diz o vice-governador e secretário estadual da Educação, Flávio Arns. 

As novas escolas têm salas de aula, biblioteca, laboratório de informática, salas administrativas para professores e pedagogos, banheiros adaptados para deficientes físicos, cozinha, depósito de merenda e pátio coberto. Além disso, estão adaptadas para atender também alunos com múltiplas deficiências e equipadas para a prevenção de incêndio. 

Em Tamarana, perto de Londrina, a comunidade caingangue vai receber a nova unidade do Colégio Estadual Indígena Benedito Rokag. A escola está recebendo os últimos reparos para atender os alunos, na quinta-feira (14), início do ano letivo. 

O colégio terá professores indígenas e não indígenas e a diretora será uma pedagoga indígena. De acordo com a chefe do Núcleo Regional de Educação de Londrina, Lúcia Aparecida Cortez, essa interação é importante para preservar as características e a cultura indígena entre a escola e comunidade. 

“Os professores têm características indígenas, passam valores que mantêm as tradições da comunidade para que não se percam os costumes, a língua e os valores indígenas”, diz Lúcia. 

ADEQUAÇÕES – Em São Jerônimo da Serra, na região Norte do Estado, a nova unidade da Escola Estadual Indígena Cacique Koféj passa pelas últimas adequações para a volta às aulas. A escola recebeu novo mobiliário escolar com carteiras e cadeiras para os alunos. A escola vai oferecer ensino fundamental e médio para mais de 300 alunos das etnias caingangues, xepá e guarani. 

“Há muito tempo estávamos aguardado uma escola nova para atender a demanda de matrículas da nossa comunidade”, diz a diretora Aline Gonçalves Proença Gomes. 

Em Mangueirinha, no Sudoeste, a nova Escola Estadual Indígena Kokoj Ty Ja está pronta para atender 250 alunos. “Sem essa escola os alunos teriam que se deslocar para outros municípios da região”, diz a diretora Eliane do Nascimento Hollmer. No município de São Miguel do Iguaçu, no Oeste, desde maio do ano passado, mais de 300 alunos estudam na unidade nova do Colégio Estadual Indígena Teko Nemoingo. 

A Secretaria de Estado da Educação licitou a construção de duas novas escolas indígenas: na Ilha da Cotinga, Litoral, a Escola Estadual Indígena Pindoty; e na região Centro-Sul, a nova escola Arandu Miri. 

Fonte: AENoticias - Foto: NRE Guarapuava
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